Acompanhe Nossas Notícias
Fique por dentro das últimas novidades institucionais da E. Orlando Roos
e do mercado do agronegócio.
12jun
Estudo inédito sobre benefícios econômicos e sociais

São Paulo, 12 de junho de 2013 – Durante o seminário “Caminhos da Soja no Brasil”, realizado ontem (11/6), no Hotel Hilton, em São Paulo (SP), pelo jornal Valor Econômico, estudo inédito realizado pela MB Associados, consultoria especializada em análises macroeconômicas, demonstrou os impactos econômicos e sociais da adoção da nova tecnologia para soja da Monsanto, a INTACTA RR2 PRO™, no mercado agrícola. De acordo com o economista José Roberto Mendonça de Barros, sócio-diretor da MB Associados e coordenador do estudo, o benefício ao consumidor do desenvolvimento tecnológico no cultivo da soja é o menos lembrado e o mais significativo sob o ponto de vista da melhoria social. “O preço real da cesta básica apresenta consecutiva queda nas últimas décadas. E quando considera os produtos afetados pela lavoura da soja, ou seja, o frango, os ovos e o próprio óleo de soja, nota-se que a queda é ainda mais expressiva. O preço do frango hoje custa 18% do valor cobrado em 1974. Ou seja, o barateamento do farelo de soja permitiu ao brasileiro consumir fontes baratas de proteína animal”, afirma Mendonça de Barros.

A comparação entre o comportamento do índice geral de preços de alimentos no mercado interno e o índice de preço da soja no Brasil mostra que os preços reais dos alimentos caíram 3,4% ao ano, no período de 1974 a 2012. Já no caso dos alimentos diretamente relacionados com a soja, o preço real caiu a uma taxa de 4% ao ano, segundo o estudo da MB Associados. Outro fator lembrado por Mendonça de Barros é o desenvolvimento regional promovido pelo agronegócio. “Os municípios que produzem soja têm IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) melhor do que os demais e isso não é uma coincidência. O impacto positivo da produção de soja não é só econômico, no que diz respeito à geração de emprego e renda, mas também de melhoria na qualidade de vida das pessoas”, enfatizou o economista.

Projeções macroeconômicas da adoção da tecnologia INTACTA RR2 PRO™

O trabalho inédito realizado pela MB Associados, e apresentado no seminário, mostra os benefícios econômicos e sociais da tecnologia desenvolvida para soja, a INTACTA RR2 PRO™, estimando sua adoção em 50% das lavouras brasileiras do grão. Foram considerados para o estudo os seguintes aspectos: a partir dos dados de ganho de produtividade obtidos em 1 mil produtores de diversas regiões do Brasil, nas safras 2011/12 e 2012/13 (até maio), foi estimado o aumento total na produção brasileira de soja, com diferentes níveis de adoção da tecnologia; com base neste ganho na produção total, foi estimado o benefício no valor bruto da produção de soja; com  base neste ganho econômico no valor da produção, foi calculado o ganho na renda dos trabalhadores assalariados e na remuneração de terceiros, utilizando o método de matriz insumo-produto; com o mesmo método, foi calculado o aumento no número de empregos adicionados à economia por consequência do aumento da produção. Por fim, tomando por base a participação da soja no PIB (Produto Interno Bruto) agrícola, a participação do PIB agrícola no PIB total e a elasticidade da arrecadação de tributos com relação a variação no PIB, estimado com modelo econométrico especifico, foi calculado o ganho tributário decorrente do aumento da produção de soja por consequência da tecnologia INTACTA RR2 PRO™.

Para José Roberto Mendonça de Barros, coordenador do estudo, os efeitos da melhoria para a sociedade brasileira – seja do ponto de vista de elevação de renda e de emprego dos produtores e dos trabalhadores nacionais, seja pelo aumento no saldo comercial – e na relevância geopolítica do Brasil na alimentação de parcela expressiva da população mundial justificam a adoção da nova tecnologia pelos agricultores no país. “A teoria econômica nos ensina que a única maneira de progresso é o avanço permanente da tecnologia. É ela que transforma as sociedades e reduz as desigualdades entre as nações. Sendo assim, entendemos que a utilização da soja INTACTA representa uma grande contribuição para o futuro da sociedade brasileira”, afirma o economista.

Os principais benefícios econômicos e sociais da tecnologia INTACTA RR2 PRO™, considerando o cultivo em 50% das lavouras brasileiras, de acordo com a MB Associados, são:

  • Aumento de produtividade: 5,84 sacas/hectare
  • Aumento na receita do produtor: R$ 292/hectare
  • Aumento na produção de soja: 4,8 milhões de toneladas
  • Aumento no valor bruto da produção: R$ 4,2 bilhões
  • Geração de empregos: 310 mil postos de trabalho
  • Aumento da renda de salários dos trabalhadores: R$ 4,1bilhões
  • Aumento no PIB Agropecuário: + 1,1 %
  • Aumento na Arrecadação Federal: R$ 951 milhões

Fonte: Dados da pesquisa MD Associados com base em 1.000 campos experimentais de soja nas safras 2011/12 e 2012/13 (até maio).

Veja o estudo completo no link:

http://monsanto.com.br/sala_imprensa/estudos/pdf/estudo-soja-intacta-mbagro.pdf

Biotecnologia no campo

Outros assuntos debatidos por lideranças do setor agrícola no decorrer do Seminário “Caminhos da Soja no Brasil”, que teve patrocínio da Monsanto do Brasil e apoio da Abrasem (Associação Brasileira de Sementes e Mudas) e da Coodetec (Cooperativa Central de Pesquisa Agrícola), foram os avanços científicos nos últimos anos, novas tecnologias, propriedade intelectual, desafios regulatórios e logísticos e perspectivas para a produção de soja no Brasil. Para Cesário Ramalho da Silva, presidente da Sociedade Rural Brasileira, o país avançou na produção agrícola após vencer a oposição ideológica aos produtos transgênicos no mercado. “Se não fossem os transgênicos, estaríamos alijados da agricultura mundial e não teríamos a tranquilidade de hoje para gerenciar a economia brasileira”, afirmou.

Na opinião dos participantes do seminário, não há dúvidas de que o desenvolvimento e a adoção da biotecnologia nas lavouras foram e são fundamentais para o aumento da produtividade de forma sustentável. “Graças às tecnologias desenvolvidas por empresas como a Monsanto, o Brasil está hoje no topo da produção de soja no mundo. Nossa produção aumentou 820% nos últimos 50 anos e a produtividade, 300%. Essas tecnologias também nos permitem produzir em quase todo território brasileiro. Temos 67% do mercado mundial de farelo proteico para alimentação animal”, afirmou Francisco Turra, presidente da União Brasileira de Avicultura (Ubabef) e ex-ministro da Agricultura (período 1998 – 1999). O plantio de sementes transgênicas na safra 2012/2013 corresponde a 88% das lavouras brasileiras de soja.

O presidente da Monsanto do Brasil, Rodrigo Santos, lembrou, durante o evento, que o avanço brasileiro no cultivo da soja começou há pelo menos 40 anos. “Quando começamos a plantar soja no Brasil, produzíamos uma tonelada por hectare, hoje temos tecnologias cada vez mais eficientes sendo lançadas no mercado que nos permitem colher 3,6 toneladas por hectare. E esse é só o começo do nosso desafio. A população mundial chegará a 9 bilhões nos próximos 20 anos e teremos que dobrar a produção de alimentos para atender a essa população. Acreditamos que a biotecnologia pode ajudar muito nesse sentido”, disse ele.

Rodrigo Santos falou ainda sobre a nova tecnologia para soja, a primeira lançada com foco num mercado fora dos Estados Unidos. “Começamos a desenvolver a INTACTA RR2 PRO™ há mais de 10 anos e nos dois últimos dois anos implantamos o maior programa de testes realizado no mundo, sob gestão responsável, com mil agricultores plantando sementes com a nova tecnologia e ajudando a selecionar as melhores variedades. E agora estamos muito felizes por receber a notícia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil (MAPA) sobre a aprovação da China para importação da INTACTA. Temos certeza que, trabalhando juntos, manteremos o Brasil em destaque no cenário agrícola internacional”, destaca o presidente da Monsanto do Brasil.

Desafios regulatórios e logísticos

Na opinião de líderes que participaram do seminário “Caminhos da Soja no Brasil”, entraves regulatórios e logísticos são as principais pedras no caminho do avanço da cultura da soja. No que diz respeito à regulamentação, Ivo Carraro, presidente da Cooperativa Central de Pesquisa Agrícola (Coodetec), avalia que a alta complexidade, normas díspares nos diferentes países, custo elevado e falta de sincronia nos processos regulatórios são os principais complicadores para aprovação de novas tecnologias. “O advento da biotecnologia ampliou a complexidade dos processos de regulamentação e hoje é preciso aprender a respeitar as sementes como chips portadores de tecnologias diversas. A falta de sincronia nos sistemas de regulação entre os países também é muito complicada. A INTACTA, por exemplo, foi aprovada no Brasil em 2010 e somente agora, na China. Em dois anos, se perde muito em uso de tecnologia”, pondera Ivo Carraro.

O chefe-geral da Embrapa Soja, Alexandre José Cattelan, avalia que é necessário um processo de aprovação global para produtos de commodity. “Naturalmente, esse é um desafio global, que requer planejamento extenso, tempo e recurso”, diz. Além disso, para Carraro, é fundamental rever algumas exigências superadas pelo tempo e pela experiência. “Já se conhece os produtos transgênicos, não é mais algo novo que precise de estudos. O assunto deve ser tratado de forma competitiva e de importância estratégica para o país”, afirma Cattelan.

Sobre os problemas logísticos para escoamento da produção, o presidente da Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja), Glauber Silveira, fez uma comparação. “Gasta-se mais tempo para conseguir uma licença de nova tecnologia do que para construir uma estrada”, disse Glauber. Para ele, o governo brasileiro precisa investir naquilo que dará retorno e infraestrutura de transporte é prioridade. O consultor em logística da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Luiz Antônio Fayet, concorda que é preciso haver investimento do governo em infraestrutura de transporte. “O agronegócio tem importância vital para o Brasil, sustentamos o mercado interno. Cerca de 90% do valor do grão do milho ou da soja é conteúdo nacional. Já no caso do automóvel, por exemplo, somente 25% de sua produção ocorre dentro do país, o restante vem de fora. O governo precisa ter uma visão estratégica. As exportações do agronegócio alavancam o desenvolvimento interno e o Brasil vai ser agora um dos principais fornecedores para os outros mercados mundiais”, finaliza Fayet.

Fale Conosco
+55 (54) 3320.0000 ---- (54) 3191-0100